terça-feira, 26 de maio de 2015

O Observador

Ele era um rapaz de vinte anos de idade com uns gostos excêntricos, por assim dizer. Ele gostava de sair à noite pelas ruas da sua cidade, encontrar pessoas aleatórias para julgá-las e tentar adivinhar como elas seriam em seu dia-a-dia. Era simples, ele começava pela rua de sua casa, que era bastante movimentada, ficava ali aproximadamente dez minutos com um caderno de rascunhos, fazendo caricaturas e anotando detalhes como roupa e o jeito de andar. Ele também dava nomes às pessoas que achava que combinaria com elas.
10/09/1980
Mulher, “Giovana”. Olhos castanhos, cabelos descoloridos com raiz preta. Batom vermelho, olhos bem delineados. Capa de chuva transparente com pequenas gotículas. Está frio e ela usa um casaco de peles por cima do seu minivestido com estampa de onça decotado, meia-calça arrastão e salto vermelho.

Após isso, ele ia para sua casa vazia, colocava tudo na sua mesa de escritório e senta em sua cama. Não tinha amigos e sua família foi morta misteriosamente depois de terem sido desenhados. No dia seguinte ele acordava, pegava o jornal e lia a matéria da primeira página que dizia: “Mais uma vítima do maníaco que ronda nossa cidade foi encontrada morta. Desta vez, uma prostituta. Alertamos a população para que fiquem atentos ao andar a noite pelas ruas. Ele mata as vítimas depois de segui-las até suas casas e as esfaqueia, deixando uma caricatura ao lado dos corpos".

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