Ele era um
rapaz de vinte anos de idade com uns gostos excêntricos, por assim dizer. Ele
gostava de sair à noite pelas ruas da sua cidade, encontrar pessoas aleatórias
para julgá-las e tentar adivinhar como elas seriam em seu dia-a-dia. Era
simples, ele começava pela rua de sua casa, que era bastante movimentada,
ficava ali aproximadamente dez minutos com um caderno de rascunhos, fazendo caricaturas
e anotando detalhes como roupa e o jeito de andar. Ele também dava nomes às
pessoas que achava que combinaria com elas.
10/09/1980
Mulher, “Giovana”.
Olhos castanhos, cabelos descoloridos com raiz preta. Batom vermelho, olhos bem
delineados. Capa de chuva transparente com pequenas gotículas. Está frio e ela
usa um casaco de peles por cima do seu minivestido com estampa de onça
decotado, meia-calça arrastão e salto vermelho.
Após isso,
ele ia para sua casa vazia, colocava tudo na sua mesa de escritório e senta em
sua cama. Não tinha amigos e sua família foi morta misteriosamente depois de
terem sido desenhados. No dia seguinte ele acordava, pegava o jornal e lia a
matéria da primeira página que dizia: “Mais
uma vítima do maníaco que ronda nossa cidade foi encontrada morta. Desta vez,
uma prostituta. Alertamos a população para que fiquem atentos ao andar a noite
pelas ruas. Ele mata as vítimas depois de segui-las até suas casas e as
esfaqueia, deixando uma caricatura ao lado dos corpos".
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